Nova Prata, 17 de Novembro de 2018

Algumas considerações

Tempo no horário gratuito de propaganda eleitoral não fez diferença, já que a campanha com mais tempo e a que mais investiu, a do Henrique Meirelles, obteve apenas 1,20% dos votos válidos;

Maioria dos eleitores votou em pessoas e não em partidos. O Partido Social Liberal (PSL) elegeu um estreante na política, Luciano Zucco, como o deputado estadual mais votado do Rio Grande do Sul. O deputado federal mais votado entre os gaúchos é do partido Novo, Marcel Van Hattem, foi eleito com mais de 349 mil votos. A recordista de votos no país, a advogada e professora, Janaína Paschoal, é a deputada mais votada na história do país. Candidata do PSL obteve mais de 2 milhões de votos na disputa para o legislativo estadual em São Paulo.

Mudanças significativas no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa precisam ser avaliadas pelos partidos. Nomes conhecidos da política brasileira estão fora.

Institutos de pesquisa e eleitores parecem estar em rotas divergentes: a eleição de Luís Carlos Heize para o Senado pelo RS e o naufrágio de Dilma Roussef em Minas Gerais; Romario e Wilson Witzel no Rio de Janeiro; o desempenho de Carmem Flores e José Fogaça no Rio Grande do Sul. Claro que em alguns casos acertaram como para com Eduardo Leite e José Ivo Sartori também no Estado.

A região perdeu representatividade na Assembleia Legislativa do Estado: o pratense João Reinelli e Santini, de Lagoa Vermelha. O primeiro não se reelegeu e o segundo, que concorria a deputado federal, também não conseguiu.

Desempenho dos candidatos de Nova Prata: Paula Cassol, PP, para deputada federal conseguiu 13.274 votos e João Reinelli, PSD, candidato à reeleição para deputado estadual, obteve 7.570 votos; Aícaro Ferrari, MDB, de Nova Araçá, obteve 11.898 votos para deputado estadual, e Ilizeu Daroz, do PTB, de Veranópolis, recebeu 1.746 votos

PT e MDB estão empatados com número de deputados estaduais: têm oito cada (gráfico abaixo). Em Brasília, na Câmara dos Deputados, o PT elegeu 56 (a maior bancada) e o PSL de Bolsonora passou de um deputado em 2014 para 52 em 2018.

A reforma política é necessária para ontem e a democracia é soberana.

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