Nova Prata, 22 de Maio de 2019

- em Entrevista

Erva-mate: de Anta Gorda para o mundo

Nova Prata - Fabio Chrestani na redação do jornal Correio Livre
Fabio Chrestani na redação do jornal Correio Livre
Fabio Chrestani na redação do jornal Correio Livre /

“Tranquilamente passo horas conversando sobre erva-mate, é um assunto que eu adoro”, destaca Fabio Chrestani, que possui uma ervateira em Anta Gorda, a Importadora e Exportadora Acrevi Ltda, uma empresa familiar.

- A empresa recebe o produto e é responsável por todo o processo de secagem, moagem e empacotamento até a sua exportação. Já enviei produtos para muitos países, na Europa, por exemplo, acredito que falta somente a França e Portugal - destaca.

Conforme o jovem, o fato da empresa ter se instalado em Anta Gorda se deve pelo perfil da região, de pequenos produtores de erva-mate. Em Nova Prata, de acordo com ele, não existe matéria-prima.

- Em Anta Gorda, temos cerca de 300 famílias listadas que entregam erva-mate. Todo o produto recebido é destinado para exportação. O sabor da erva varia por causa do período em que é colhida e pelo microclima de cada região. Todos esses fatores têm influência direta no resultado do sabor da erva - explica.

Conforme Fabio, dependendo do país de exportação, o produto fica estocado até dois anos. Tanto para o produto brasileira como o de exportação, o processo de secagem é o mesmo: as folhas passam pelo sapeco e em seguida é desidratada pelo secador.

Padrão brasileiro (título de conhecimento): após secagem, as folhas e ramos secos são triturados ou socados. Após,é realizado o processo de empacotamento. 

Padrão exportação (realizada pela empresa): após secagem, as folhas secas descansam em estoque. Elas são classificadas pelos padrões de tamanho e qualidade e são utilizadas de acordo com as suas mesclas. Em seguida, o produto é empacotado. No padrão uruguaio, o período de estacionamento (descanso) é entre oito e 12 meses

- Para alguns mercados, a erva fica estocada durante dois anos até a sua exportação, como é o caso da Turquia, Oriente Médio e Rússia, por exemplo. Cada cliente possui uma característica diferente de mercado - ressalta.

Ele enfatiza que não acredita na falta de erva-mate no curto prazo, pois mesmo que exista atualmente a diminuição de ervais, sempre vai existir a lei da oferta e procura e isso irá estimular a produção. Se algum produto estiver faltando, o próprio mercado se organiza para suprir a sua falta, como o problema com a escassez de mão-de-obra no campo seja suprida pela mecanização, por exemplo.

- Nós, enquanto empresa, pensamos na responsabilidade ambiental e humana. Com o cultura da erva-mate, estamos reflorestando também, pois ela é uma planta nativa, além da questão social, pois a erva-mate faz bem para a saúde da população, visto que é um chá cheio de antioxidantes e flavonoides - fala.

Fabio destaca que além da erva-mate utilizada no chimarrão, em outros países é muito consumida como chá solúvel e também como uma espécie de café.

- A erva passa por um processamento até ficar solúvel e, inclusive, com aparência muito parecida com o café. O modo de preparo é o mesmo e esse produto também é exportado para outros países - frisa.

Fabio explica que uma das principais questões que a empresa estava trabalhando era na eliminação da fumaça durante o processo de secagem da erva.

- Conseguimos atingir esse objetivo durante o processamento da erva-mate. Pensamos sempre no bem-estar e na saúde do nosso consumidor - finaliza Fabio.

Galeria de Imagens
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
Ervateira em Anta Gorda
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