Nova Prata, 17 de Setembro de 2019

- em Entrevista

Mais de três décadas de amor por orquídeas

Nova Prata
Frente da casa de Lauda e Gevi
Frente da casa de Lauda e Gevi /

A redação do Jornal Correio Livre conversou com Lauda Maria Pletsch Dilda, que há 37 anos cultiva inúmeras espécies de orquídeas em sua residência e dedica boa parte do seu tempo para elas.
Tudo começou no ano de 1982, quando Lauda ganhou uma muda da espécie Laelia Purpurata, de Lourdes Cherubini Fiori. Em seu caderno, mantêm um controle e anotações das mais de 400 mudas, sendo de 30 a 40 espécies diferentes de orquídeas.
Em seu primeiro registro, no caderno de controle, no canto superior esquerdo, a data de 1982, onde Lauda deixou o seguinte registro: 1ª orquídea, Laelia Purpurata, de flores grandes, lilás claro, quase branco nas pétalas e sépalas e no labelo é lilás-escuro. Florece no verão, geralmente em dezembro, e na maioria das vezes abrem quatro flores por haste. Dessa, ela fez muda. Plantou em um vaso pequeno, marrom, furadinho, pendurado no orquidário entre a primeira e a segunda bergamoteira.
Na segunda folha, a sua segunda orquídea da coleção, uma Cymbidium Verde Água, que ganhou de Clarindo Conte (in memoriam). E dessa forma seguem inúmeras páginas com detalhes de cada planta que possui em seu pátio.
Essa paixão começou quando a sua primeira orquídea floresceu. A partir dali foi ganhando de amigos e ampliando o número de orquídeas. Gevi Antônio Dilda, marido de Lauda, era caminhoneiro, viajava e trazia para a esposa espécies diferentes de orquídeas de vários estados do Brasil, o que tornou essa paixão pela planta ainda maior. Lauda viajou com o marido algumas vezes e também buscava novos tipos de plantas. Os anos foram passando e a apaixonada por orquídeas foi cultivando, trocando com outras pessoas e comprando, mas essas em número muito menor, pois as flores compradas não chegam a 10% do total de plantas que possui na sua casa.
Gevi lembra que em uma viagem para Bahia trouxe cerca de 19 espécies de orquídeas para a esposa.
Lauda relata que não vende as orquídeas, somente faz troca de mudas. Se por alguma eventualidade ela perder determinada flor, sabe com quem conseguir outra da mesma espécie e recuperar a perdida. Evita comprar orquídeas, pois elas vem com algum fungo ou às vezes tenta fazer a muda e não dá certo e acrescenta que trabalha com adubo orgânico.
- Quando perco uma planta, fico triste, sinto uma frustação enorme, pois é um ser vivo. Sinto uma alegria enorme quando vejo elas florescerem, são tão bonitas. Gosto de cultivar as mudinhas desde pequenas, ver elas florescendo, se desenvolvendo, isso me deixa muito feliz, me esqueço do mundo quando estou lidando com elas - ressalta.
No caderno de anotações possui um controle rigoroso quando tira os vasos de flores do local original, pois os vasos sempre devem retornar para esse local. Lauda explica que as flores não gostam que mexam nelas nem que seja apenas um centímetro, pois elas se adaptam com os locais, com a luz para fazer a fotossíntese e caso mudem ela de lugar, isso prejudica o desenvolvimento da planta. São detalhes que ela aprendeu com o passar dos anos.
- As flores se estressam quando mudam de lugar, é como a gente, quando muda de ambiente, quando surge uma situação nova, ficamos apreensivos - relata Lauda.
Os cuidados para manter a beleza das plantas é evitar os fungos, bactérias, pulgão e cochonilha. Sempre que aparece um problema desses, Lauda procura se informar e buscar soluções junto à Emater, com João Reginato. Uma vez por ano usa adubo químico nas flores e acredita que a melhor água para a planta é a da chuva.
- Se ficar 15 dias sem chover, então eu molho elas, caso contrário é só com água da chuva mesmo. As orquídeas morrem mais por excesso de água do que por falta dela - frisa.
A sombra retarda um pouco o florescimento das plantas. Quanto mais luz e fora de abrigo, melhor é o desenvolvimento delas. Lauda utiliza muito a canela em pó quando faz algum corte na planta, pois ela é cicatrizante e não deixa que fungos e outras doenças prejudiquem as flores.
- O segredo para manter essa beleza está no amor e muito carinho. Converso com elas também. Quando alguma não quer florescer, eu logo digo: vamos lá, porque senão eu vou lhe arrancar e vou fazer uma limpeza nas suas raízes, tentando motivar elas - finaliza.

Galeria de Imagens
Laelia Purpurata, primeira orquídea que Lauda ganhou em 1982
Laelia Purpurata, primeira orquídea que Lauda ganhou em 1982
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Lauda Maria Pletsch Dilda e seu marido Gevi Antônio Dilda
Lauda Maria Pletsch Dilda e seu marido Gevi Antônio Dilda
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Lauda Maria Pletsch Dilda
Lauda Maria Pletsch Dilda
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Mais de três décadas de amor por orquídeas
Lauda Maria Pletsch Dilda
Lauda Maria Pletsch Dilda
Mais de três décadas de amor por orquídeas
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Lauda Maria Pletsch Dilda
Lauda Maria Pletsch Dilda
Mais de três décadas de amor por orquídeas
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Mais de três décadas de amor por orquídeas
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