Nova Prata, 16 de Julho de 2020

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Tipos de vinhos e harmonização

Tipos de vinhos e harmonização
taças
taças

O mundo do vinho vai muito além do tinto, do rosé e do branco. Dentro de cada uma dessas colorações há estilos diferentes com intensidades, estruturas e paladares para cada gosto e cada momento. Separamos as principais categorias para auxiliar você na escolha do rótulo.

VINHO BRANCO LEVE
É o vinho ideal para refrescar e beber no verão. De acidez marcante, ele vai bem em tardes quentes. São rótulos para serem apreciados jovens pelo sabor da fruta e pelo frescor provocado pela acidez máxima. O paladar, geralmente, é seco e de menor intensidade. Frutos do mar, saladas, frutas e queijos macios são os pratos que melhor acompanham a bebida.
Uvas: albariño, pinot grigio, sauvignon blanc e vermentino.

VINHO BRANCO AROMÁTICO
Alegre e extremamente aromático, que ao ser servido na taça libera aromas de frutas e de flores. Esse tipo de branco é apresentado na forma seca e doce. A sua intensidade harmoniza com pratos tailandeses e asiáticos.
Uvas: gewüstraminer, riesling, moscatos e torrontés.

VINHO BRANCO ENCORPADO
É aquele branco que traz complexidade. Os vinhos encorpados têm coloração mais intensa e maior estrutura de boca. Geralmente, amadurecem em barricas de carvalho para ganhar textura e aromas de manteiga e baunilha. Os rótulos pedem uma comida para acompanhar a estrutura, por isso, são boas opções para servir com massa ao molho de queijo e, até mesmo, uma carne bem preparada.
Uvas: a rainha delas, a chardonnay, e a francesa sémillon exemplificam bem.

VINHO ROSÉ
Os queridinhos do momento são elaborados a partir da maceração das cascas das uvas tintas para extrair cor. Podem ser produzidos com variedades brancas e tintas, além de misturas entre elas. A coloração vai de clarete (tons rosados) até o rosa-cereja – com intensidade de cor e de taninos. É ideal para um momento de descontração, com tendência para fruta e paladar agradável. Democrático, o vinho combina tanto com pizza como com uma salada. Vai muito bem com um entrecot grelhado.
Uvas: pinot noir, merlot, syrah e assemblagens.

VINHO TINTO LEVE
São tintos de menor intensidade de cor, mas nem por isso de menor qualidade – há grandes rótulos nessa categoria. De taninos macios e de acidez presente, são ótimas opções para quem está entrando no mundo dos tintos ou também para quem quer tomar uma taça por prazer. Combinam com o verão por aceitarem resfriamento na hora de servir. Para harmonizar, um bom espaguete ao sugo não tem erro.
Uvas: pinot noir, gamay e grenache.

VINHO TINTO MÉDIO CORPO
São os tintos mais versáteis. Muitas vezes, são chamados de vinhos gastronômicos por terem aromas de frutas e especiarias, além de taninos e acidez que dão estrutura de boca. Quando bem equilibrado, é a carta na manga para eventos em casa. Multifuncionais, eles casam com as mais diversas comidas: de risoto de abóbora com queijo até filé com gorgonzola. Pratos fáceis de preparar e que agradam a gregos e troianos.
Uvas: barbera, sangiovese, merlot e zinfandel.

VINHO TINTO ENCORPADO
Os encorpados, normalmente, apresentam potencial alcoólico, alta concentração de taninos e cor intensa pela quantidade de antocianas, além de aromas ricos. Em boca, têm bastante estrutura e potência pela passagem em madeira. Há grandes vinhos encorpados elaborados a partir do corte de uvas, buscando a perfeita harmonia entre as variedades, dando complexidade e vigor ao tinto. Ideais para um jantar de confraria ou a dois para embelezar o encontro.
Uvas: nebbiolo, cabernet sauvignon, malbec e touriga nacional.

HARMONIZAÇÃO DE VINHOS E COMIDA
Combinar alimentos e bebidas é uma prática que cada vez mais está em pauta nos encontros entre amigos e familiares. Descobrir sabores e aromas a partir da união desses dois componentes é muito agradável e pode se tornar divertido. Um dos tipos mais tradicionais de harmonização é por semelhança, na qual encontra-se características que combinam entre si e intensificam os seus sabores.
Por exemplo, vinhos brancos leves casam bem com peixes leves, como linguado e robalo, e com queijos frescos, como o feta. Já os tintos encorpados combinam com queijos mais intensos, como o parmesão e o pecorino, com charcutaria e carne de cordeiro.
A harmonização por contraste é quando combinam-se os opostos para buscar o equilíbrio. Um alimento muito gorduroso precisa de uma bebida ácida para limpar o paladar. Esse é o caso do bacalhau às natas, por exemplo, que nasceu para harmonizar com o vinho verde português, cuja característica é muita acidez.
A harmonização é muito pessoal, assim como os gostos e os sabores. Há a diretriz para combinar, mas nada impede de testar novas experiências. Se vai dar certo ou não, só provando para saber. Vale a pena arriscar na busca de outras sensações, como comer chocolate com vinho tinto. Há quem ame e quem odeie.
Fonte: destemperados.clicrbs.com.br

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