Nova Prata, 11 de Agosto de 2020

- em Especiais

Dia dos Namorados

Aline Machado Larrosa Psicóloga sistêmica. Atendimento de indivíduos, casais e famílias CRP07/14955
Aline Machado Larrosa, Psicóloga sistêmica. Atendimento de indivíduos, casais e famílias  CRP07/14955
Aline Machado Larrosa, Psicóloga sistêmica. Atendimento de indivíduos, casais e famílias CRP07/14955 /

Namoro, a origem dos relacionamentos amorosos. Esta palavra vem da expressão espanhola estar en amor (“en” + “amor” + “ar”), que acabou formando o verbo enamorar, que originou o nosso namoro.
No dia dos namorados quero trazer uma importante reflexão acerca da fase mais esclarecedora do futuro de um relacionamento. O namoro existe para conhecer o outro, suas qualidades e virtudes, dificuldades, características e a forma como vê o mundo. Mas antes de entender o que de fato precisamos descobrir sobre o outro, falamos um pouco sobre o encontro do casal.
O encontro entre duas pessoas que querem viver um grande amor continua sendo um desejo e, muitas vezes, um sonho. Uma relação a dois, definidamente, não é obra do acaso. É algo que se constrói dia após dia e pode ou não durar para sempre.
Por mais que tentemos explicar racionalmente nossas escolhas, o fato é que os motivos que produzem atração ou indiferença são, na sua maior parte, inconscientes. Os motivos estão relacionados às reações que produzimos uns nos outros. As nossas reações representam a conexão entre passado, presente e futuro, entre mundo externo e mundo interno. Enfim, sobre as nossas referências e sobre o contexto em que vivemos.
Agora convido você que está conhecendo seu par ou já está alguns anos juntos, para fazer um exercício de reconhecimento de fatores que podem ser considerados os principais pilares de uma relação:


A Família de Origem:
Como seu par se relaciona com os pais e irmãos? Consegue manter os interesses do casal, independentemente dos desejos da família (que podem ser diferentes). Como ele percebe o relacionamento entre os seus pais? É uma boa referência ou ele deseja fazer diferente quando casar?


Afinidades:
Você sabe quais as preferências do seu par? Prefere ficar em casa ou sair para a balada? Prefere campo ou praia? Ir a uma churrascaria ou comer sushi? Gosta de fazer trilhas ou prefere programas mais urbanos? Vocês conseguem conciliar as vontades ou se esforçam para agradar um ao outro?


Ideologia:
Aqui entram temas como moral, ética, religiosidade e política. É um pilar importantíssimo e deve ser devidamente explorado durante o namoro. Como seu par se posiciona perante às leis da sociedade? Sobre o respeito aos outros, ao meio ambiente e aos animais? Como se comporta diante de pessoas que possuem ideologias políticas e religiosas diferentes das dele (a)?


Dinheiro:
É fundamental o entendimento de como seu namorado (a) organiza a vida financeira. Se é organizado (a) ou se gasta mais do que recebe. Se economiza para fazer as compras maiores ou se prefere pedir dinheiro emprestado para os pais. Se faz projetos e corre atrás para alcançá-los. Além disso, quais são suas fontes de renda? É coerente com a realidade que demonstra ter?


Sexualidade:
Logicamente que este pilar não poderia ficar de fora. Perceba como seu companheiro (a) busca lhe agradar, se o seu prazer também é importante para ele (a). Seus gostos, suas preferências são respeitadas? E seu corpo como é tratado? Conseguem conversar abertamente sobre a sexualidade de vocês?
Depois de todos estes questionamentos, fica muito evidente a importância da fase do namoro. São tantas informações sobre o outro e, nem sempre isso fica tão evidente, apenas no início da relação. Por isso, respeitar o tempo e não ter pressa de dar o próximo passo é fundamental para o sucesso da vida a dois. Não é apenas um questionário que fará você conhecer seu par, mas o que é possível observar nas atitudes através do passar do tempo.
Será muito difícil encontrar alguém perfeito às suas preferências, gostos e desejos, por isso, desde sempre é importante que a comunicação aconteça na relação sem receio e sem medo. Os ajustes na relação são a chave para segui-la de maneira saudável. Falar sobre as coisas que gosta e sobre o que o deixa desconfortável é básico para a boa convivência. Contratar o que é permitido e o que não será aceitável também. Ambos precisam ouvir e estarem dispostos a encontrar juntos suas próprias regras. O que serve para um casal não necessariamente será bom para o outro.
Finalizo essa reflexão com as palavras de Iara Camaratta, uma autora e psicoterapeuta de casais que eu gosto muito:


“Nós necessitamos ser acolhidos, escutados, compreendidos. Acolher é muito mais do que abrir as portas: é abrir os braços, abrir os corações, ceder o próprio tempo. Escutar é muito mais do que ouvir: é estar disposto a decodificar mensagens, entender a mensagem do outro e fazer-se entender por ele. Compreender é, talvez, uma das mais sublimes formas de acolher, pois implica em uma sintonia fina, uma cumplicidade ímpar, um respeito genuíno à alteridade. Sim, porque não há acolhida, nem escuta, nem compreensão, se nós não partirmos da certeza de que o outro é um outro e não uma mera extensão de um ‘si mesmo’ sem fim.”

06 Ago. 2020, 14:11

Edital

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