Nova Prata, 17 de Novembro de 2018

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Levou o seu filho para vacinar?

A necessidade de vacinar o seu filho

No começo deste inverno, um conjunto de estatísticas do Ministério da Saúde veio a público para causar estrondo. Os números indicavam uma queda abrupta na vacinação contra doenças como poliomielite, sarampo, coqueluche e difteria. Seguiu-se uma compreensível comoção nacional. Depois de um esforço de décadas para erradicar ou controlar essas e outras enfermidades graves, com investimentos pesados e amplas campanhas de mobilização popular, o Brasil via-se diante de mais um fracasso. Entreabrira uma porta para a volta de fantasmas que pareciam esquecidos no passado.
Soaram os alarmes e partiu-se para a busca de explicações. Uns atribuíram a culpa ao sucateamento do sistema de saúde pelo governo Michel Temer. Outros citaram a influência de mobilizações antivacina, que estariam circulando pelas redes sociais. Também se criticou o fim das grandes campanhas estreladas por Zé Gotinha e se diagnosticou um relaxamento por parte da população e de profissionais de saúde decorrente da sensação de segurança proporcionada por décadas de ausência, no país, de doenças que antes apavoravam as famílias.
O ambiente de sobressalto que se criou foi reforçado pela vigência, em diferentes regiões, de surtos de sarampo. Considerada erradicada em território nacional em 2016, uma vitória da política de imunizações, a doença reapareceu na Amazônia, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. Isso só podia significar uma coisa: que nem todo mundo estava vacinado contra o vírus causador.
O próprio ministério colocou mais lenha na fogueira ao publicar uma lista de 312 cidades brasileiras que, no ano passado, vacinaram contra a pólio menos de 50% do que deviam. Apontava o dedo para uma série de municípios que imunizaram apenas 1%, 2% ou 3% das crianças (a meta é 95%). Ao fazê-lo, no entanto, o governo federal lançou desconfiança sobre os próprios dados. Muitos dos municípios citados contestaram a informação, demonstrando que haviam vacinado muito mais gente do que o informado pelas autoridades de Brasília e que as estatísticas estavam redondamente equivocadas.
De repente, tornava-se legítimo até mesmo questionar se, de fato, houve a tal queda repentina e acentuada da cobertura vacinal do brasileiro.
No final das contas, como acontece com tanta frequência no Brasil, víamo-nos, diante de um problema sério, cercados de versões conflitantes e afirmações questionáveis.
Os próprios dados foram apresentados, por grande parte da imprensa, de maneira enviesada. Tome-se o exemplo da pólio. O que chegou aos brasileiros, de forma geral, foi que a taxa de imunização contra a doença caiu para 77% em 2017. Então quer dizer que 23% – quase um em cada quatro brasileiros, 48 milhões de indivíduos – estão à mercê do vírus?
Não é isso. A estatística se refere exclusivamente às crianças com menos de um ano que, em 2017, deveriam ter tomado as três doses necessárias para se proteger contra a pólio, mas não o fizeram. Ou seja, diz respeito a um universo de 690 mil bebês – 0,3% da população nacional.
É algo com que devemos nos preocupar? Sim, porque o vírus ainda existe em partes do mundo e, caso entre no Brasil, pode encontrar uma brecha para se instalar. É caso para se apavorar? Não, pois, nos anos anteriores, com exceção de 2016, o Brasil ultrapassou com folga a meta de vacinar 95% dos nascidos vivos, índice que garante segurança contra a reintrodução do vírus.
Uma vez que se assegure que as crianças não atendidas em 2017 sejam imunizadas e que, nos próximos anos, o índice volte aos patamares normais, as chances de a pólio voltar são pequenas.
— Uma queda na imunização não significa que, de uma hora para a outra, a população está vulnerável. Não vamos ser alarmistas. A pólio está 99,9% controlada. Mas essa situação serve de alerta para nós trabalharmos e não permitirmos que surtos ocorram — diz Luciano Goldani, professor titular de infectologia da Faculdade de Medicina da UFRGS. (Fonte: caderno DOC - ZH/21 e 22/07/2018).

O perigo de cada doença controlada pelas vacinas

POLIOMELITE
Doença contagiosa provocada por vírus, é caracterizada por paralisia súbita, geralmente nas pernas.

TÉTANO
Infecção causada por uma toxina que entra no organismo por meio de ferimentos ou lesões na pele.

COQUELUCHE
Doença infecciosa que compromete o aparelho respiratório e se caracteriza por ataques de tosse seca.

SARAMPO
Muito contagiosa, é causada por um vírus e transmitida por tosse, espirro ou fala. Há surtos em diferentes partes do país.

RUBÉOLA
Atinge sobretudo crianças e provoca febre e manchas vermelhas na pele. É transmitida pelo contato com pessoas contaminadas.

FEBRE AMARELA
Doença infecciosa, causada por um vírus que é transmitido por vários tipos de mosquito. Casos da doença foram registrados recentemente no país.

HEPATITE B
Doença causada por um vírus e que provoca mal-estar, febre baixa, dor de cabeça, fadiga, dor abdominal,
náuseas, vômitos e aversão a alguns alimentos.

CAXUMBA
Doença viral transmitida pela tosse, espirro ou fala de pessoas infectadas.

DIFTERIA
É transmitida por meio de tosse ou espirro de uma pessoa contaminada para outra.

VARÍOLA (ERRADICADA)
O vírus da doença existe somente guardado em laboratórios dos Estados Unidos e da Rússia.

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