Nova Prata, 14 de Abril de 2021

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Danielli e Estéfani: em busca do sonho do futebol feminino

As duas irmãs são atletas do Esporte Clube Juventude e sonham em jogar profissionalmente
Estéfani (à esquerda) e Danielli (à direita)
Estéfani (à esquerda) e Danielli (à direita) /

Nova Prata - Você é ligado em tudo o que acontece no futebol? Acompanha semanalmente a tabela do brasileirão para ver qual é a posição que seu time ocupa? Se sim, talvez saiba que neste domingo, 28, começa a primeira fase do brasileirão feminino.

No Brasil, os meninos que sonham em ser jogadores de futebol sabem que, se sonharem alto, poderão chegar longe: salários milionários, morar na Europa e ver a vida mudar completamente. Eles se espelham em ícones como Pelé, Neymar e Cássio. Para as meninas, porém, essas questões muitas vezes ficam só nos sonhos. As atletas precisam ter outras profissões para bancar o sonho de jogar profissionalmente. Sabemos que existe a Marta. Sabemos que existe o brasileirão feminino. Mas a realidade é a menor cobertura midiática e os menores salários.

Estéfani e Danielli Silva Gonçalves, de Nova Prata, fazem parte de uma geração que espera ter oportunidades mais igualitárias. As irmãs, de 15 e 11 anos, querem ser jogadoras profissionais, e se esforçam em busca do sonho de viver treinando e viajando, fazendo o que amam.

 

Sonho que vem da infância

As irmãs sempre gostaram de jogar bola. Antes, com primos e amigos, depois em escolinhas, e hoje jogam no Esporte Clube Juventude, em Caxias do Sul. Para o futuro, esperam conquistar ainda mais, com toda a garra que for necessária.

- Eu gosto de sentir que estou indo bem. E sempre sendo forte, eu não desisto fácil - diz Danielli sobre os jogos, mas poderia estar falando sobre a vida inteira.

Ela acompanha a irmã mais velha nos testes que fez para clubes como Veranópolis, Grêmio e Inter. Estéfani se inspira no argentino Messi. Danielli gosta de assistir as goleiras do inter, e quer ser goleira.

 

Oportunidades igualitárias

As garotas sabem que têm um caminho longo pela frente, já que existe uma diferença entre homens e mulheres no esporte:

- Eu acho que é injusto. Tem mulheres que jogam bem melhor que os homens e não recebem a mesma atenção. O futebol feminino não é como o masculino, que tem mais oportunidades -, argumenta Estéfani.
A desigualdade nas oportunidades no futebol masculino e feminino não está só nos campeonatos, mas encontra eco nos níveis mais básicos do esporte, como as escolas.

- Aqui em Nova Prata não tem muitas escolinhas relacionadas ao esporte feminino. Eu, na minha idade, só aprendo com os guris. -, conta Danielli.

O preconceito por conta do corpo físico das mulheres também acontece, como relata Estéfani:
- Nos campeonatos em que eu jogo, só por a gente ser menina, os juízes pensam que a gente não pode chegar forte nos lances do jogo.

 

Esperanças no futuro

Apesar da desigualdade, as meninas nutrem esperanças para o futuro e estão dispostas a lutar por ele.
- Queria que tivesse as mesmas oportunidades que o futebol masculino - , diz Estéfani.
- Gostaria de oporunidades de escolinhas e mais investimento no futebol feminino -, fala Danielli.

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