Nova Prata, 17 de Outubro de 2019

- em Saúde e bem-estar

Precisamos falar sobre a saúde mental das nossas crianças e adolescentes

Nova Prata
Suelen Boccalon - Psicóloga
Suelen Boccalon - Psicóloga

Em uma sociedade marcada por um ritmo acelerado e pelo estímulo à competitividade, tende-se a diminuir o convívio e a autoridade familiar, bem como o olhar atento aos sentimentos, emoções e os espaços para falar sobre eles.
Nesse cenário, inúmeras crianças e adolescentes estão desamparados e em sofrimento psíquico. De fato, a ausência de diálogo com nossos jovens somada ao excesso de exigência externa e interna, à desesperança e às vivências traumáticas (bullying, por exemplo) têm facilitado a instauração de sofrimentos mentais como depressão, transtornos de ansiedade ou alimentares, dependência química e gerado até consequências irreparáveis como o suicídio.
Bullying
Caracterizado por agressões físicas e/ou morais praticadas de forma repetitiva com o objetivo de intimidar e/ou de humilhar, o bullying acontece principalmente no ambiente escolar.
Essa prática abusiva pode ser traumática e causar intenso sofrimento psicológico.
Quem sofre bullying pode apresentar:
- Agressividade;
- Baixa autoestima;
- Baixo rendimento escolar;
- Falta de vontade de ir à escola;
- Dificuldade de relacionamento;
- Isolamento dos amigos e da família;
- Medo;
- Ansiedade.
A vítima não tem coragem de pedir ajuda e de contar sobre o que está acontecendo.
Além do agredido, existem outros envolvidos no ciclo de violência do bullying que são o agressor e o observador. É bem importante que a pessoa que observa não estimule e nem fique em silêncio, mas que comunique a um adulto de confiança.
Quanto ao agressor, muitas vezes ele está em sofrimento e também precisa ser olhado e ajudado. Frequentemente, as violências praticadas têm origem em agressões sofridas em outros espaços, como na própria família.
Há também o bullying por internet, o cyberbullying. Esta forma de bullying causa um sofrimento ainda maior pela velocidade e proporção com que a agressão se multiplica e, por muitas vezes, ser de origem anônima.
Nossos jovens precisam ser olhados e escutados em suas famílias e escolas. Eles precisam de espaços que os acolham para falarem dos seus medos, sua solidão, suas desesperanças, seus fracassos e suas escolhas sem que haja o temor da repressão. Permitamos que eles nos falem antes que precisem gritar e nos impactar através de comportamentos de risco e de atuações trágicas.
Pais, professores e responsáveis: fiquem atentos à saúde mental dos seus filhos e alunos! O psicólogo é um profissional indicado para realizar um acompanhamento preventivo, bem como um tratamento em momentos de maior sofrimento.
Texto: Suelen Boccalon, psicóloga.

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17 Out. 2019, 17:40

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