Nova Prata, 23 de Janeiro de 2021

- em Saúde e bem-estar

Sociedade Brasileira de Imunologia explica a eficácia da CoronaVac

Em nota, instituição fala sobre os critérios utilizados para analisar cada vacina e o seu desenvolvimento, que buscam mais a redução dos sintomas do que a imunização da população.

A Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) divulgou nesta quarta-feira, 13, uma nota sobre a eficácia da vacina do Instituto Butantan contra a covid-19, avaliada em 50,38%. O esclarecimento vem diante da desinformação gerada pelas interpretações incorretas do estudo clínico divulgado ontem, terça-feira, 12, pelo Instituto.

A SBI reitera que acompanhou cuidadosamente os resultados da pesquisa sobre a vacina do Butantan, bem como todos os estudos sobre vacinas publicados até então. Esclarece ainda que cada estudo usa critérios distintos (analisando diferentes sintomas da doença) para o que é considerado um caso de covid-19, de modo que não é possível comparar a eficácia geral de duas vacinas.

A instituição também explica que a produção de vacinas para a covid-19 neste momento foca no controle de sintomas para evitar o desenvolvimento de casos graves da doença e, assim, reduzir o número de óbitos. "Para obter imunidade de rebanho, que só é possível com vacinação, é importante que vacinemos o maior número possível de pessoas o mais rapidamente", diz a SBI.

No estudo da CoronaVac, foram considerados casos ativos as pessoas que apresentaram sintomas leves, além de sintomas não incluídos por outros estudos: náusea, vômito e diarreia. Dessa forma, este estudo abriu margem para detecção de mais casos que nos demais estudos, os quais consideraram menos sintomas. “O estudo do Butantan focou nos graus de gravidade da doença sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao contrário dos anteriormente divulgados”, diz a nota.

De acordo com a SBI, a ausência de um padrão se deve ao fato de estarmos vivendo um momento excepcional em que muitas vacinas estão sendo desenvolvidas ao mesmo tempo.

“Uma diferença importante dos dois estudos, além da tecnologia vacinal e dos sintomas usados para classificar casos, é que a Oxford foi testada na população geral e a do Instituto Butantan em profissionais de saúde atendendo pacientes da covid-19”, informa a nota. Isso explica por que a taxa de incidência de casos da doença no grupo placebo do Instituto Butantan é praticamente o dobro do que se observa no mesmo grupo da Vacina Oxford, embora o número total de casos graves, nos dois estudos, seja comparável.

Leia a nota na íntegra aqui.

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