Nova Prata, 22 de Novembro de 2019

- em Segurança Pública

Um vídeo que preocupou Nova Prata

Nova Prata
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Na sexta-feira, 29 de março, a redação do Jornal Correio Livre, sempre buscando divulgar a informação de fato, conversou com a delegada Liliane Pasternak Kramm sobre o possível atentado contra uma escola de Nova Prata.

Conforme a delegada, na noite da quinta-feira, 28, um aluno, de 18 anos, procurou a direção do Instituto Tiradentes, por sentir-se constrangido, pois em seu círculo de amizade havia boatos de que seria ele o responsável pelo vídeo com ameaças que circulou em redes sociais. Essas suspeitas surgiram levando em consideração algumas postagens de conteúdos negativos que foram divulgadas anteriormente pelo jovem em seu perfil.

A direção do educandário chamou a Brigada Militar (BM) que encontrava-se em frente à escola e a mesma acionou a Polícia Civil (PC). Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia (DP) para prestar depoimento e colocou-se à disposição para investigação. Ele esteve acompanhado por familiares. “O material apreendido, computador e celular, será periciado, mas está praticamente descartado que ele seja o envolvido. O vídeo sobre o suposto ataque, Fake News ou verídico, continua sendo investigado pela Polícia”, destacou Liliane.

Alerta sobre notícias falsas

A delegada enfatizou que o vídeo feito por um morador em frente ao Instituto Tiradentes, que circulou em redes sociais e foi divulgado por um veículo de comunicação, terá a autoria investigada, assim como áudios e mensagens falsas informando que o jovem teria uma arma e fugido do local.

Sargento Canalli fala sobre policiamento nas escolas

Na segunda-feira, 01, a redação do jornal Correio Livre conversou com o sargento Eloi Canalli sobre o policiamento nas escolas em Nova Prata na quinta-feira, 28 de março.

No final da quarta-feira, 27 de março, a Brigada Militar (BM) de Nova Prata recebeu do Setor de Inteligência da BM de Porto Alegre de que Nova Prata seria alvo de um atentado, onde um aluno estaria planejando um ataque. O efetivo de sete municípios do Primeiro e Segundo Batalhões para que pudesse estar presente nas escolas. Conforme ele, o vídeo foi analisado e como o jovem cita que atentaria contra a vida de colegas, excluiu-se a possibilidade de que o fato pudesse acontecer em uma creche e, por esse motivo, não houve fiscalização nessas instituições.

Canalli explica que a ação teve policiais e carros discretos, além de manter contato com a Polícia Civil (PC). Eles mantiveram a operação na quinta e sexta-feira.

O fato de quinta-feira à noite

Canalli ressalta a informação já citada pela delegada Liliane.

Durante a sexta-feira, 29, os trabalhos transcorreram normalmente e ressalta que com relação ao vídeo que circulou em redes sociais, as investigações prosseguem.

Atenção pais!

É importante monitorar as redes sociais dos filhos e ter cuidado com as armas em casa para que somente o responsável tenha acesso. “Hoje se perdeu o diálogo entre as famílias. É preciso estabelecer regras, principalmente para que pais e filhos esqueçam o telefone e que haja um bloqueio para a não utilização do menor. Que as pessoas colaborem com a BM se tiverem alguma informação através do (54) 3242.1447 ou 190”, destaca o sargento.

Trotes

Canalli explica que antigamente, com os orelhões, as pessoas ficavam no anonimato, mas que hoje, os números diminuíram, pois é possível identificar através de Bina, quem será responsabilizado por tal ação. Ele destaca que já foram realizados boletins sobre essas ocorrências.

Entrevista com o aluno

A redação do jornal Correio Livre explica que na próxima edição impressa haverá a entrevista com o aluno do Instituto Tiradentes.