Nova Prata, 22 de Novembro de 2019

- em Segurança Pública

Região conta com 14 novos policiais

Nova Prata
Região conta com 14 novos policiais
Região conta com 14 novos policiais /

A redação do Jornal Correio Livre conversou com o sargento Eloi Canalli sobre os novos policiais que irão atuar na região.
- Como Nova Prata é o 1º e o 2º Pelotões, neste primeiro momento nenhum dos policiais desta turma de 14 novos soldados será para o município. Eles serão distribuídos dessa maneira: um para Nova Bassano, um para Nova Araçá, dois para São Jorge, três para Guabiju, três para André da Rocha e quatro para Protásio Alves, pois a ordem do Comando é que nenhum município tenha menos de cinco policiais. No caso de Protásio Alves, que hoje possui três policiais e com a ida de mais quatro, estariam em sete. O que nos foi prometido é que dois seriam transferidos para Nova Prata. Em André da Rocha, que hoje possui três policiais e com mais três que foram designados para o município o efetivo estaria com seis policiais. Então, um deles deve vir para Nova Prata, além de mais um do município de Guabiju, que também será transferido para cá - explica Canalli.
Canalli destaca que existe uma solicitação de maior policiamento há mais de três anos.
- Desde então não se está conseguindo cumprir a escala mínima de trabalho de 24 horas por dia com policiais de serviço em Nova Prata. Hoje, nós temos quatro policiais para trabalhar na rua, o que corresponde a 2/4 do período do dia e o outro período do dia a gente preenche com policiais dos municípios de Nova Bassano, Protásio Alves e André da Rocha. Eles são escalados nos munícipios onde estão lotados e havendo a necessidade, caso ocorra alguma ocorrência, eles se deslocam para Nova Prata para atender. O nosso apoio hoje vem dos municípios menores, então quanto mais policiais tiverem nesses locais, mais fácil fica de conciliar o policiamento ostensivo, tendo em vista que muito foi buscado junto ao Comando do Batalhão para suprir as necessidades de horas extras e completar essa lacuna da falta de policias na cidade, pois tinha que vir policiais de Nova Bassano, Veranópolis, Fagundes Varela, Montauri e União da Serra, entre outros municípios. Com a vinda destes novos policiais não temos a preocupação de trazer o efetivo dos municípios para cá e desguarnecer os de origem - relata.
Câmeras de monitoramento
Conforme menciona Canalli, atualmente estão operando 13 câmeras de monitoramento e há mais três pontos para receber outras três câmeras, equipamentos provenientes de emenda impositiva do vereador Magnos Spagnol e comprados através do Grupo de Apoio à Brigada Militar (GABM).
As imagens são de uso único e exclusivo da Brigada Militar (BM) e nenhum outro órgão do Estado poderá monitorar estas imagens, conforme está previsto em Lei. O operador que trabalha no monitoramento assina um termo de responsabilidade.
- Caso a Polícia Civil (PC) necessite de alguma imagem específica, ela precisa nos enviar um ofício com o período que ela deseja e as imagens serão disponibilizadas, mas tudo documentado, até para ter um controle maior das imagens, caso haja um vazamento delas, por exemplo - fala Canalli.
O sargento destaca que após as instalações das câmeras já começaram a surtir efeitos.
- Em apenas um dia de funcionamento, o sistema já demonstrou ser de grande valia para a Brigada Militar e a Polícia Civil, ou seja, toda a segurança pública de Nova Prata e, consequentemente, para a população. Na quarta-feira, 21, conseguimos localizar três suspeitos que arrombaram uma residência depois de um desentendimento comercial. A moradora da casa acionou a sala de operações através do telefone 190 e o operador da sala percebeu pelas câmeras três pessoas se deslocando em uma atitude diferente do normal, informou a viatura que estava fazendo as buscas e esta realizou a abordagem.
Os três foram encaminhados para a Delegacia de Polícia (DP) para registro da ocorrência por terem invadido a residência ameaçando o morador e mais um registro por terem ameaçado os policiais de morte, onde um dos suspeitos falou que iria se aliar a uma facção criminosa para conseguir uma arma e matá-los.
Canalli explica ainda que as câmeras têm autonomia para cinco horas quando houver desabastecimento de energia elétrica e que as imagens ficam armazenadas por 50 dias.
Em razão do pouco efetivo, o sargento Canalli tem a convicção de que cada câmera é mais um olho monitorando.
- A tecnologia chega em um bom momento para nos auxiliar no policiamento, amplia o horizonte, essa visibilidade também contribui na segurança dos policiais. Por exemplo, está acontecendo uma briga na Estação Rodoviária, o policial da sala de operações pode ir informando a viatura do cenário que eles irão encontrar. Em um possível roubo a banco, por exemplo, o operador já consegue informar para a viatura quantos veículos, quantos criminosos, qual a localização de cada um, sem a necessidade de aproximação que geraria um risco à saúde de alguém - finaliza o sargento Eloi Canalli.

Galeria de Imagens
Sargento Eloi Canalli e a major Helena Beilfuss Santana
Sargento Eloi Canalli e a major Helena Beilfuss Santana
Novas câmeras de monitoramento
Novas câmeras de monitoramento
Novas câmeras de monitoramento
Novas câmeras de monitoramento